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Ai credo, coelho come coco?, que nojo! ou Coelho tem coprofagia?.
 Ai credo, coelho come coco?, que nojo! ou  Coelho tem coprofagia?.Nota Técnica ? Ceco, cecofagia, cecotrofagia, cecotrofia, cecotróficos,
cecotrofos, coprofagia, coprofágicos e coprófagos. Entendendo isso...
?- Ai credo, coelho come ?coco?, que nojo!? ou ?- Coelho tem coprofagia?.
Quantas vezes vocês, criadores e/ou tratadores de coelhos, já escutaram essas
frases? Tenho certeza que muitas. Quais foram suas respostas? Será que vocês estavam mesmo certos ao dizerem sim ou não? E os argumentos utilizados, foram convincentes a vocês mesmos? Será que aquele artigo, folheto, livro, manual, panfleto ou site estavam corretos? Poderiam vocês confiar nas palavras dos
conhecidos, colegas, amigos ou profissionais? Nem sempre uma palavra parecida com a outra tem o mesmo significado. Não saber o significado de uma palavra ou achar que ela significa algo
que na verdade possui outro significado é muito comum tanto em cunicultura, como nas mais diversas áreas do conhecimento humano. Porém, o entendimento exato de cada termo não somente nos tornam pessoas mais inteligentes como também aperfeiçoa nossas atividades. Abaixo estão listadas algumas palavras comumente ditas ou escritas no setor de cunicultura que confundem até mesmo os especialistas, contendo ao lado seus significados, explicações e exemplos.

? Ceco: É a primeira parte anatômica do intestino grosso. O aparelho digestivo do coelho é composto por
boca, laringe, esôfago, estômago, intestino delgado e intestino grosso. O intestino delgado é divido em duodeno, jejuno e íleo. O intestino grosso em ceco, cólon e reto. Nos coelhos o ceco é muito desenvolvido, pois tem a função de auxiliar na fermentação das fibras, com a ajuda de uma microbiota específica, melhorando o teor de energia para os animais. Os cavalos também possuem um ceco desenvolvido e com funções semelhantes, no entanto, suas exigências nutricionais são muito diferentes e, por isso, não devemos fornecer rações peletizadas de cavalos para coelhos e nem rações peletizadas de coelhos para cavalos.

? Cecotrofos: É o bolo alimentar fermentado por mais tempo no ceco do coelho que naturalmente ocorre.
Essa palavra pode ser dividida em duas partes, ?ceco? e ?trofos?. ?Ceco? é primeira parte anatômica do intestino grosso e ?trofos? é uma derivação de trofia que significa alimento. Então, podemos entender cecotrofos como o alimento fermentado por mais tempo e naturalmente no ceco. As fezes (bosta ou coco no popular) são as partes não digeríveis dos alimentos pelos animais. Os cecotrofos são e podem ser consumidos diretamente do ânus, sem mastigação pelos coelhos, porque são considerados alimentos fermentados e enriquecidos pelas bactérias, enquanto as fezes não deveriam ser reingeridas, pois são os resíduos indigestíveis de tudo o que o animal se alimentou, caracterizadas pelo mau cheiro (quase inodora nos coelhos), alta carga de micróbios impróprios ao re-consumo e com pouquíssimo valor nutricional.

? Cecofagia, ceotrofagia ou cecotrofia: É a reingestão do bolo alimentar fermentado por mais tempo no ceco do coelho que naturalmente ocorreu, melhor dizendo, o ato de ingerir os cecotrofos. Três palavras diferentes, mas com o mesmo significado. Esse processo melhora a absorção de energia e de diversos nutrientes, sendo consumido, preferencialmente, à noite. Em coelhos selvagens inicia-se precocemente, enquanto nos domésticos após o início do consumo de alimentos sólidos, por volta da terceira semana de vida. Interferem no consumo de cecotrofos iluminação, dieta, manejo, densidade, ciclo circadiano e lactação. O correto seria dizer que os coelhos FAZEM cecofagia, ceotrofagia ou cecotrofia e não dizer coelhos TEM cecofagia, ceotrofagia ou cecotrofia.

? Coprofagia: É o consumo das fezes. Essa palavra pode ser dividida em duas partes, ?copro? e ?fagia?.
Em latim ?copro? significa ?fezes? e fagia "ingestão", sendo assim, corpofagia é o ato de ingerir fezes. Muitas pessoas desinformadas dizem que isso ocorre naturalmente em algumas espécies de animais. Em parte isso é verdade, por exemplo, quando se trata de alguns insetos e certos peixes de fundo. Mas se tratando de animais domésticos como gato, cão, galinha, ovelha, cabra, vaca, cavalo e até mesmo o próprio porco, isso é considerado um hábito depravado, ou seja, algo não natural da espécie e com consequências ruins para o próprio animal. Normalmente, animais de produção que fazem coprofagia, ingerem não apenas suas próprias fezes, mas também as fezes de outros animais. Isso tem uma maior frequencia em sistemas intensivos de produção, por desordem psíquica, ou quando o animal está com deficiencia de algum ou alguns nutrientes. Normalmente a deficiencia de nutrientes é a principal causa de coprofagia. Em láparos isso é mais comum, principalmente quando estão saindo do ninho, por volta dos 18, 19, 20 dias, pois colocam na boca quase tudo o que lhes aparece à vista, mas apenas experimentam, logo param. Em coelhos adultos isso é mais comum somente nas fêmeas gestantes e/ou lactantes, quando o apetite aumenta exageradamente, podendo consumir até mesmo um pouco das próprias fezes, principalmente se a ração não for de boa qualidade. Coelhos que consomem muitas fezes por dia são considerados com hábitos depravados também. A melhor maneira de evitá-lo seria fornecendo uma ração balanceada, em quantidade, qualidade e horário correto para cada categoria animal, além de um manejo adequado e preservar os animais do estresses desnecessários.

? Cecofágicos ou cecotrófagos: Animais que fazem cecofagia, cetrofagia ou cecotrofia, ou seja, os animais que ingerem os seus próprios cecotrofos. Neste caso coelhos e lebres, mas, caso existam outros animais que possam realizar a cecofagia, ceotrofagia ou cecotrofia também são considerados cecofágicos ou cecotrófagos.

? Coprofágicos ou coprófagos: Animais que ingerem fezes normalmente na natureza. É muito importante saber que são considerados coprófagos ou coprofágicos somente os animais que alimentam-se do esterco de outros animais na natureza, de forma natural, independente das condições ambientais, como alguns insetos e peixes de fundo. O besouro coprófago e certos peixes de água salobra são exemplos de coprófagos ou coprofágicos. Para melhor entendimento dessa classificação alimentar dos animais tomemos com exemplo um cão qualquer. Esse cão consegue consumir fezes, porém, somente fará isso caso esteja com fome por vários dias, com alguma deficiência alimentar ou distúrbios mentais. Caso esse cão consuma suas fezes os cães não poderão ser considerados coprofágicos ou coprófagos, pois naturalmente eles não consomem suas fezes e nem a de outros animais. Por natureza o cão é um onívoro. Os coelhos encaixam-se na mesma situação. São comuns coelhos selvagens, principalmente em tempos de seca, consumirem suas fezes ou a de outros coelhos. Entretanto, somente o fazem quando as condições ambientais restringem muito o crescimento dos vegetais consumíveis, obrigando-os a ingerirem fezes. Por isso, os coelhos não podem ser classificados como coprofágicos ou coprófagos. Coelhos são herbívoros cecofágicos/cecotróficos.

- Coelhos e lebres são animais cecofágicos ou cecotróficos, ou seja, animais que ingerem cecotrofos. Eles consomem fezes em eventuais circunstâncias. O besouro coprófago é um animal coprófago ou coprofágico, pois ingere as fezes, principalmente de bovinos, para sua sobrevivência, ou seja, necessita comer esterco.

Yuri De Gennaro Jaruche, Zootecnista pela UFMG e Mestrando em Produção de Não-Ruminantes pela UEM, enfoque em Cunicultura.
Endereço de contato: Rua Prof. Antônio de Santa Rosa, n°64, Bairro Jardim Universitário, Cidade de Maringá, Paraná (PR)
e-mail: jaruche.y.g@zootecnista.com.br
Maringá ? PR

Curiosidades sobre mini coelhos
Curiosidades sobre mini coelhosNesta "nova era" de animais de estimação surgem os Coelhos Anões ou Mini Coelhos (como são mais conhecidos no Brasil) e, não por acaso, após terem conquistado os lares de milhares de Norte Americanos, Japoneses e Europeus, estes lindos orelhudinhos tem se mostrado também aos Brasileiros um excelente animal de companhia.

Os Mini Coelhos não fazem barulho e seu pêlo não possui odores. São encantadores! Mansos e carinhosos, são capazes de estabelecerem laços e interagirem com as pessoas (ao contrário do que muitos pensam!). Podem ser levados para passear com coleiras peitorais próprias, não necessitam de muito espaço (apenas de uma gaiola não muito grande), são capazes de aprender a fazer suas necessidades em locais escolhidos pelo dono e necessitam de cuidados básicos, sendo sua manutenção bem barata uma vez que consomem pouca ração e se alimentam de vários alimentos encontrados por preços módicos em mercados, etc.

No Brasil já são criadas várias raças, sendo possível, (de acordo com a raça) encontrá-los com orelhas eretas ou caídas, com muito ou pouco pêlo e em tamanhos que variam de 15 a 40cm. Ahhh! Isso sem falar nas cores que podem variar do conhecido branquinho até malhados, tricolores, bicolores, pretos, cinzas, siameses, etc. Enfim, existem várias opções para todos os gostos. Mas o importante é o amor e a alegria que eles proporcionam, não devendo o dono se apegar a tamanho, cor, etc...
Pecaram ao inserir o coelho como um animal roedor. O hábito de roer não é suficiente pelo ponto de vista biológico, para enquadrar filogeneticamente os coelhos como roedores. Os coelhos pertencem a ordem Lagomorpha e estão muito longe de serem parentes dos animais pertencentes a ordem Rodentia (roedores) como as pacas, capivaras, esquilos, ratos, camundongos, preás, porquinhos-da-índia, entre outros. Além da distância evolutiva os "Lagomorphas" possuem fisiologia digestiva e reprodutiva com características próprias e um comportamento completamente antagônico aos roedores. Portanto, é um erro grave de taxonomia zoológica denominar coelhos como roedores.
Reconhecidamente, uma das melhores opções como "mascote" atualmente. Não há como não se apaixonar por eles!

Dicas de Criação de Coelhos, Manuseio e Alimentação
Dicas de Criao de Coelhos, Manuseio e Alimentao Gaiola - Os coelhos podem ser mantidos em gaiolas ou em viveiros de acordo com o seu tamanho e com a quantidade de animais, o Sitio Brasil fornece uma gaiola ideal para criação de mini-coelhos, inclusive com bandeja (consulte nossos preços), para aparar dejetos e restos de alimentos que pode ser forrada com jornal ou pode-se colocar maravalha de pinus, areia sanitária para roedores e até mesmo uma mistura destes itens. Os coelhos machos e fêmeas devem ficar em gaiolas separadas, e somente serem colocados juntos se a intenção for efetuar a cobertura (cruzamento).
Comedouro e bebedouro - O recipiente no qual se coloca a ração/água deve ser lavado toda semana. O ideal para colocar a água é o bebedor automático (tipo chupeta) ou tigelas próprias para coelhos confeccionadas em argila/barro. O Bebedouro automático tem a conveniência de ser abastecido sem que se abra a gaiola uma vez que fica pendurado pelo lado de fora da mesma, e, também, no caso de administração de medicamentos ou vitaminas através da água.
Higiene - Recomenda-se lavar a gaiola ao menos uma vez por mês usando-se detergente neutro e uma escova de cerdas rígidas já que a urina do coelho cristaliza-se devido à grande quantidade de amônia e fica difícil removê-la. Não recomendamos o uso de cloro ou água sanitária, pois diminui a vida útil da gaiola por corroer o alumínio ou aço, mas é um excelente fungicida e bactericida. Caso opte por usá-lo, nunca se esqueça de depois lavar com água corrente e deixar secar antes de voltar com o animal para a gaiola.
Cuidados especiais - Para a maior comodidade de seu coelhinho, você pode colocar um pedaço de piso ou lajota na gaiola para que ele possa se refrescar quando estiver com calor, e também um pedaço de pano para que ele se esquente quando estiver com frio.
Coelhos, principalmente os de pêlos longos, podem ser escovados com cautela, com escovas de cerdas macias e finas, para evitar a formação de nó nos pêlos. Você também pode usar o ?pó para banho? que lhe é oferecido sem custo! Nunca de banho com água, só com o pó de banho, após o sexto mês de vida do seu coelho.

Alimentação - Seu coelho precisa de uma ração para se alimentar, a dose diária recomendada para um adulto é de 60 gr, e pode ser comprada em pets ou se preferir ligue-nos que entregamos em sua casa, hoje um saco com 5kg custa R$15,00, mas tão importante quanto a ração é o VERDE, ele precisa de VERDE para se desestressar, você deve fornecer FOLHAS ESCURAS a vontade, e caso ele tenha uma ?dor de barriga? ofereça para ele folhas de bananeira ou folhas de goiabeira, NUNCA DE FOLHAS CLARAS como alface, acelga, etc...

Diferenças básicas entre coelhos e lebres
Diferenas bsicas entre coelhos e lebresCoelhos e lebres pertencem à mesma ordem, Lagomorpha (do latim científico, ?forma de lebre?) e à mesma família, Leporidae (do latim científico, ?lábio leporino? ou ?bi-fendido?). Ambos possuem seus respectivos gêneros e espécies, os quais são bastante numerosos. À primeira vista, aparentam muitas semelhanças, porém, são distinguidos facilmente por várias características anatômicas e comportamentais. Muitos cunicultores, mesmo os experientes, confundem coelhos com lebres e vice-versa. Abaixo, apresenta-se um quadro, generalizado, diferenciando os coelhos das lebres.
A Cunicultura é um dos muitos ramos da Zootecnia que estuda a criação produtiva, racional e econômica dos coelhos domésticos e não das lebres.
A pelagem, o tamanho e o peso não diferenciam bem coelhos de lebres, mas a maioria dos coelhos apresenta pelagem clara, tamanho menor e peso mais leve, em comparação com as lebres. Existem ainda diversas outras diferenças como predileção de ambientes e de localidades, pelos e subpelos, ponta das orelhas, ossatura, íris dos olhos e placas de Peyer, porém, estas não caracterizam de forma generalizada ambas as populações, havendo em muitas semelhanças nas mais diferentes espécies.


COELHOS (oito gêneros)
Animais sociais, vivendo em colônias subterrâneas.
São excelentes cavadores, mas ruins escaladores e péssimos mergulhadores. Preferem o subsolo.
Passam a maior parte do tempo no interior de suas galerias subterrâneas, cavadas por eles mesmos.
Passam a maior parte do tempo na superfície, em campo aberto.
São mais velozes, porém se cançam mais depressa.
Ao pressentirem perigo, batem a pata traseira no piso para alertar a colônia (golpe do talão).
Ao serem caçados, correm velozmente em zig-zag.
Fazem seus ninhos em tocas subterrâneas.
O período de gestação é de aproximadamente 30 dias, com mínimo de 27 dias e máximo de 33 dias.
O número de nascidos por parto é elevado, estando a média entre 6 e 10, com máximo 15 (relatado até 24).
Os filhotes nascem desprovidos de pelos, os quais aparecem somente aos três dias de idade.
Os filhotes nascem com os olhos fechados, abrindo-os em torno de dez a onze dias de idade.
Os filhotes começam a andar, coordenadamente, em torno dos 18 dias de vida.
Chegam mais precocemente à idade reprodutiva.
Possuem membros anteriores curtos, posicionando o corpo levemente na horizontal.
Possuem orelhas menores em formato delicado.
A carne possui coloração entre branca e rosa claro.
Possuem crânio mais curto, com maxilares mais proeminentes.
Possuem 44 pares de cromossomos.

LEBRES (três gêneros)
Animais não-sociais, vivendo aos pares isolados.
São ruins cavadoras mas boas mergulhadoras e nadadoras. Preferem o céu aberto.
São menos velozes, porém se cançam menos.
Ao pressentirem perigo, batem em retirada imediata para algum esconderijo.
Ao serem caçados, correm rapidamente em linha reta.
Fazem seus ninhos entre as moitas de arbustos.
O período de gestação é de aproximadamente 40 dias, com mínimo de 36 dias e máximo de 44 dias.
O número de nascidos por parto é baixo, estando a média entre 1 e 4.
Os filhotes nascem providos de pelos, por todo o corpo de cada animal.
Os filhotes abrem os olhos logo após os primeiros instantes depois do nascimento.
Os filhotes começam a andar, coordenadamente, instantes depois do nascimento.
Chegam mais tardiamente à idade reprodutiva.
Possuem membros anteriores longos, posicionando o corpo levemente na vertical.
Possuem orelhas maiores em formato rude.
A carne possui coloração entre rosa e vermelho forte.
Possuem crânio mais longo, com maxilares mais retraintes.
Possuem 48 pares de cromossomos.

Yuri De Gennaro Jaruche, Zootecnista pela UFMG e Mestrando em Produção de Não-Ruminantes pela UEM, enfoque em Cunicultura.

Linguagem dos coelhos
Linguagem dos coelhosOs coelhos possuem uma linguagem própria. Aqui estão algumas indicações para interpretar os saltos, pontapés e grunhidos do seu coelho.
Cheirar - Pode estar chateado ou apenas quer falar com seu proprietario.
Grunhidos - Normalmente zangado, não quer ser incomodado, cuidado ou poderá ser mordido!
Grito agudo - Magoado, sentindo dor ou esta morrendo.
Círculos em volta dos nossos pés - Normalmente indica comportamento sexual. Ele/ela está apaixonado/a.
Borrifar com urina - Os machos não castrados marcam coelhos fêmeas desta maneira, tal como o seu território. As fêmeas também "borrifam", mas é raro.
Esfregar o queixo - O seu queixo contém glândulas odoríferas, por isso esfregam o queixo para indicar o que lhes pertence. O equivalente ao esfregar a testa dos gatos nas pessoas e nos objetos.
gravidez psicológica - A fêmea age normalmente arrancando os pêlos da barriga e do peito para forrar o ninho, mesmo não estando grávida as fêmeas não operadas (castradas) poderão construir o ninho, elas até param de comer tal como fazem as coelhas no dia anterior a darem à luz.
Saltar e dançar - Um sinal de pura alegria e felicidade!
Pedir - Os coelhos são pior que os cães para pedir, especialmente doces. Cuidado com guloseimas, já que os coelhos obesos não são tão saudáveis como os magros.
Necessidades territoriais - As necessidades que não estão em um montinho, mas sim espalhadas, são sinal de que esse território pertence ao coelho. Isto acontece muitas vezes ao entrar num novo ambiente. Se outro coelho vive na mesma casa, poderá se aborrecer.
Brincar - Os coelhos gostam de empurrar e atirar objetos de um lado para o outro. Podem ainda correr como loucos pela casa, saltar para o sofá.
Não toques nas minhas coisa - Os coelhos ficam muitas vezes chateados quando arranjamos as coisas da gaiola quando as limpamos. São criaturas de hábitos e quando têm as coisas como querem, gostam que fiquem assim.
Bater no chão com a pata - Está com medo, assustado, furioso ou está avisando à sua espécie que existe perigo.
Ranger os dentes - Indica contentamento, como o ronronar dos gatos. Se os rangidos forem altos, pode indicar dor.
Gaiola.
A gaiola ideal para um mini-coelho tem pelo menos 60 x 40 x 40 cm, e raças médias podem usar uma gaiola de 80 x 60 x 60. Gaiolas específicas para coelhos tem comedouro preso à lateral e com acesso externo, bandeja para recolher dejetos, e às vezes uma parte inclinada para colocação de feno, verduras ou alfafa em ramos.
A bandeja pode ser forrada com maravalha, jornal, granulados específicos para coelhos, ou tecidos absorventes (para cães). Limpe-a todos os dias e verifique se o chão da gaiola também não ficou sujo.

Nota Técnica - Contenção correta de coelhos facilita o manejo e diminui estresse
Nota Tcnica - Conteno correta de coelhos facilita o manejo e diminui estresseEntende-se por contenção o ato de imobilizar totalmente ou parcialmente o animal. Objetiva restringir ou reduzir suas atividades físicas com intuito de proteger o examinador da constância de seus arranhões e/ou esporádicas mordidas; facilita o exame físico e os procedimentos como apalpação do ventre, vistoria corporal, desembaraço de pelos, etc; proteger o animal da força excessiva e irritabilidade humana e evitar possíveis fugas dos coelhários.
Na grande maioria das vezes, ao evitarmos movimentos bruscos e precipitados, ganhamos a confiança dos coelhos, principalmente das matrizes e dos reprodutores, animais que permanecem maior tempo no rebanho.
Abaixo se descreve as possíveis contenções de coelhos apenas com o auxílio das mãos:
1 ? Segurar por ambas orelhas. Nunca devemos segurar um coelho assim! Esse é o pior método de contenção que existe para o animal. Nesse tipo de contenção rompe-se os micro-vasos sanguíneos e em alguns casos os grandes vasos também, podendo ocasionar desde pequenos hematomas até a necrose total das orelhas, principalmente se os coelhos forem de porte gigante, estiverem em sobrepeso ou tiverem orelhas mais finas. Muitas vezes uma ou as duas orelhas se quebram, dificultando dessa maneira a troca de calor do animal com o ambiente. Apenas no momento do abate permite-se tal contenção, pelo fato de não depreciar a pele dos animais. Mas somente nesse momento;
2 ? Segurar pela pele despregada da nuca. Apenas coelhos leves (anão, pequeno ou filhote de porte médio);
3 ? Segurar com uma mão pela pele despregada da nuca e apoiar a garupa do animal com a outra mão. Recomendado para coelhos adultos de porte médio e acima ou coelhas gestantes;
4 ? Com uma mão segurar as coxas do animal, apoiando o braço na lateral dele(a), e com a outra mão segurar a pele despregada da nuca. Recomendado para todas as categoria de coelhos quando for transportar-lhes em grandes distâncias. Necessita-se de experiência nessa contenção, mas é bastante confortável ao animal, sentindo-se até mesmo mais seguros, por imitar as tocas de coelhos;
5 ? Segurar pelas laterais do lombo com uma mão, sem pressão excessiva. Apenas coelhos em fase de crescimento até 75 dias de idade pela localização dos rins serem nesses pontos de contenção;
6 ? Cada mão segurará uma pata traseira e outra dianteira ao mesmo tempo, sem utilizar força extra para não machucar ou mesmo quebrar os ossos do animal. Essa contenção permite plena visualização do ventre, do focinho ou a possibilidade de castração nos machos (U.U);
7 ? Com uma mão segurar, delicadamente, a virília do animal, apoiando o braço na lateral dele(a). Todas as categorias de coelhos podem ser contidas assim. É mais indicada e melhor para as coelhas gestantes ou quando for transportar os coelhos para grandes distâncias. Cuidado com as patas traseiras para não ser arranhado. Normalmente os animais não se debatem, pois é a posição mais próxima das tocas dos coelhos selvagens;
8 ? Segurar com uma mão pela pele despregada da nuca, prendendo conjuntamente as orelhas, e com a outra mão segurar a pele da linha dorso-lombar. Apenas coelhos extremamente estressados ou bravios que serão levados em pequenas distâncias, pois toda a pele despregada agora se torna esticada e caso o animal se movimente sentirá desagradável desconforto.
Caso seja inexperiente ou queira levar o animal em diferentes localidades, existe a possibilidade de se enrolar o animal em um pano qualquer. É comum a utilização das barras inferiores de calças jeas para raças de porte médio, pois ficam bem justas nos animais e dificultam seus movimentos.

Yuri De Gennaro Jaruche, Zootecnista pela UFMG e Mestrando em Produção de Não-Ruminantes pela UEM, enfoque em Cunicultura.

Nota Técnica ? Coelhos pet, de estimação, mini, pequenos, anões... Acaso isso tudo significa a mesma coisa ou não?
Nota Tcnica ? Coelhos pet, de estimao, mini, pequenos, anes... Acaso isso tudo significa a mesma coisa ou no?Nota Técnica ? Coelhos pet, de estimação, mini, pequenos, anões...
Acaso isso tudo significa a mesma coisa ou não?
NÃO! Você pode ter um coelho pet que é de estimação, mas se ele for grande então ele deixa de ser pet mas não de estimação, mas com certeza não é pequeno. Caso tenha um coelho pequeno que não é de estimação, assim mesmo ele é classificado como um pet e ao mesmo tempo é um mini-coelho, mas não é anão, de maneira alguma. Porém, se possuir um coelho anão que também não é de estimação, ainda assim será pet e considerado mini. Agora, um coelho de médio porte, independente se for de estimação ou não, nem sempre será um peou um mini e, consecutivamente, não poderá chama-lo de anão, exceto se apelidado de ?anão?. Resumindo: nem todo pet é mini, mas todo mini é anão e todo anão é pet porque é mini...Mas não necessariamente precisam ser de estimação, podendo ser pequeno ou não!
Será que você conseguiu entender tudo ou parte do que foi falado acima? Sim!? Parabéns, você entende perfeitamente os conceitos da cunicultura pet e consegue conversar de forma clara sobre esse assunto. Acho que até estou falando com um especialista. Não!? Entendeu apenas parte ou nada disso. Sem problemas! Essa nota técnica foi elaborada justamente para você! Leia com atenção e também entenderá!
Coelho: parece desnecessário escreve isso, mas sempre que alguém estiver expressando-se sobre ?coelho?, sem especificar-se, por lógica, estarão referindo-se ao animal da espécie ?Oryctolagus cuniculus?, coelho domesticado que tem sua origem principal na Europa e que possui 22 pares cromossômicos. Para um entendimento mais simples, são os coelhos domésticos, aqueles encontrados nas feiras agropecuárias, pet shoppings, fazendas, chácaras, sítios, entre tantos outros estabelecimentos. Estes coelhos possuem mais de 50 raças e 150 variedades diferentes. Um coelho pode ser pet, de estimação, mini, pequeno e/ou anão.
Coelho de estimação: por se tratar de um coelho e não especificar a espécie, trata-se do coelho doméstico. Um animal de estimação, também denominado como mascote, é um animal doméstico ou em domesticação, selecionado para o convívio mais íntimo com os seres humanos, sejam por questões de companheirismo ou divertimento.
Isso não significa que essa seja a sua única função em nossa sociedade. Tomemos o cão como exemplo. O cão, na maioria dos lares, é usado quase que exclusivamente como companhia. Sabemos que existem cães de caça, de guarda, de resgate, de transporte, de deficientes, entre outros. Cada raça de cão tem uma ou mais de uma dessas aptidões. O cão da raça Pastor Alemão é um cão com aptidões para protegernos ou proteger nossa residencia contra mal feitores, sendo assim é considerado como um cão de guarda. Um Pastor Alemão da polícia federal continua sendo de guarda e executa essa função perfeitamente, mas não pode ser considerado de estimação, porque não possui um dono específico, não pode residir junto ao seu tratador e normalmente, não possui aptidão para isso, pois é treinado para combater ladrões e não para brincar com pessoas. Já o seu Pastor Alemão, mesmo executando a tarefa de guarda, ele é considerado de estimação, pois além de possuir você como dono, ele e você residenciam o mesmo estabelecimento e você o reconhece como um colega, amigo ou mesmo membro da família.
Os coelhos seguem a mesma linha de raciocínio. Os coehos, assim como os cães, possuem aptidões. Aptidão para carne, pele, pelo, reprodução e/ou companhia. Coelhos com aptidão para companhia foram selecionados, única e exclusivamente para residenciarem nos lares familiares como mascotes. Os coelhos sem essa aptidão podem ser animais de companhia, porém, muitos não possuem temperamento dócil nem criam laços afetivos com seus donos. Ainda assim um coelho que têm um dono ou mais, que residencia junto com seu tratador, independente se há um lugar específico para ele ou não, é considerado como um coelho de companhia, tendo ele essa aptidão ou não, pois para ser considerado como de companhia, basta seu dono possuir um vínculo de intimidade maior com seu animal e não necessáriamente o inverso. Você pode ter um coelho de estimação de porte gigante, que pesa 12Kg, com aptidão para reprodução e toda vez que tenta pegá-lo ele lhe arranha. Como outra pessoa pode ter um coelho de porte pequeno ou anão, pesando próximo de 1Kg e toda vez que ela chega perto do animal, ele corre de encontro para um abraço afável.
Mini-coelho: Podemos classificar as diferentes raças de coelhos segundo diversos critérios anatômicos e/ou morfológicos, tais como tamanho das orelhas (grande, média ou pequena), inserção delas no corpo (eretas em U, eretas em V, pendentes ou caídas), pigmentação dos olhos (pigmentados ou despigmentados), papadas (simples, dupla, tríplice, papada de avental, papada lateral, botão de macho), entre muitíssimas outras. Porém, existem algumas classificações consideradas principais, por considerarem os aspectos econômicos importantes. São quatro as principais: pelagem, comprimento dos pelos, aptidão e porte físico. O porte físico é subdivido em peso e tamanho, ambos com mais subdivisões. Tecnicamente, as subdivisões do tamanho dos coelhos são gigante, médio, pequeno e anão. Os tamanhos pequenos, anões e alguns médios podem ser agrupados num único conjunto de tamanhos, denominado mini. Ou seja, mini-coelhos, nada mais são do que os coelhos que possuem um dos tamanhos: anão, pequeno ou médio. Os coelhos médios somente são considerados mini se estiverem próximos do menor dos tamanhos exigidos pelo padrão da raça.
Coelhos pequenos e anões: são duas subdivisões de tamanho que os coelhos possuem. Coelhos pequenos são maiores do que os coelhos anões e menores do que os coelhos de porte médio. Essas duas categorias são apresentadas em diversos livros e muito divulgadas no meio acadêmico, mas pouco difundida entre muitos cunicultores e criadores de coelhos, por isso, para muitos deles, coelhos anões e pequenos são as mesmas definições...Mas na verdade são subdivisões diferentes de tamanho. Ambas subdivisões estão na definição de mini-coelhos, mas é importante frisar que mini-coelhos representa um conjunto formado pelo agrupamento das três menores subdivisões de tamanho (anão, pequeno e médio).
Pet: Um dos conceitos mais difíceis de serem entendidos corretamente, tanto para coelhos quanto para qualquer outra espécie domesticada, pois, além de ser uma palavra com origem estrangeira, passou por muitas modificações de conceitos ao longo dos anos e, para dificultar ainda mais, não é empregada de forma igualitária por todas as pessoas.
Alguns entendem ?pet? como um animal ?pequeno?, outros como ?de estimação? e mais alguns como ?pequenos de estimação?. Todo coelho, independente do tamanho, quando comparado com cães e gatos, são do mesmo tamanho ou menores, e todo coelho pode ser considerado de estimação, como analisado na definição acima, sendo assim, todo coelho pode ser considerado ?pet?.
Enquanto para a maioria das pessoas ?pet? é sinônimo de ?estimação?, para as empresas de rações, ?pet? é sinônimo de ?pequeno?, não pelo tamanho, mas por comerem pouco. Nesse sentido os filhotes de grande ou médio porte e todos os animais de pequeno porte, domésticos ou domesticáveis, são ?pet? para a maioria dos fabricantes de ração. Agora, ninguém afirma que os pintinhos de um dia são pet, mesmo comendo pouco, sendo pequenos. Por quê? A resposta mais provável seria por que não são de estimação.
Depois de todos esses questionamentos e informações, podemos definir um animal ?pet? como sinônimo de animal ?pequeno e de companhia?. Pequeno entre as espécies animais e de estimação dentro da espécie. Para exemplificar essas palavras, tomemos como exemplo duas raças de cães: Doberman e Poodle. Todo Poodle, independente da categoria, é considerado como ?pet?, mas somente os filhotes de Doberman são considerados ?pet?.
Coelho pet: todo coelho é considerado pet, porque todo coelho é pequeno ou do mesmo tamanho quando comparados com cães e gatos e, teoricamente, todos podem ser de estimação. Mas é importante salientar que existe uma tendência em classificar quais coelhos são e quais não são ?pet?. Por essa classificação, coelhos ?pet? seriam o sinônimo exato de mini-coelhos, ou seja, coelhos de menor porte físico, especialmente selecionados como animais de companhia. Porém, essa classificação ainda não é aceita por todos que possuem coelhos e no Brasil, como não existe uma cultura consolidada quanto ao consumo de carne de coelho, para a maioria dos brasileiros, todos os coelhos são animais de estimação, agravando a resistência ao consumo da carne das raças de corte, atribuindo à elas aptidões para companhia, o que não deveria ser feito nem pela logística comercial nem pelo âmbito comportamental, já que coelhos de corte ainda possuem alguns comportamentos defensivos dos seus antepassados, os coelhos selvagens, como arranhar.


Yuri De Gennaro Jaruche, Zootecnista pela UFMG e Mestrando em Produção de Não-Ruminantes pela UEM, enfoque em Cunicultura.
Endereço de contato: Rua Mandaguarí, n°198, ap.401, Bairro Jardim Universitário, Cidade de Maringá, Paraná (PR)

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